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domingo, 2 de junho de 2013


 




Reflexões
Em fim chegou a minha vez: sou um sexagenário!!!  Na reta de chegada a essa condição passei a ter preocupações persistentes com o bem estar físico, como atividades físicas, vacinas, hemograma e exames anuais da próstata, bem como manter um dialogo permanente com meu corpo. A verdade nua e crua: ao envelhecermos o medo da morte acentua-se dramaticamente.
Na segunda cirurgia da minha vida, e já sexagenário, passei por uma experiência inusitada em termos de sofrimento físico e mental.
Foi uma cirurgia simples de hérnia inguinal, mas mesmo assim dramático o que demonstrou para mim que não temos consciência da enorme fragilidade emocional que carregamos.  
Em determinado momento no pós-cirurgia, ainda no hospital, questionei profundamente se vale a pena existir e passar por momentos tão dolorosos e outros que podem advir com maior intensidade e com muito, muito, mais dramaticidade. Veio-me a compreensão com compaixão de porque pessoas entram em depressão quando estão submetidas a tratamentos dolorosos ou doenças terminais e decidem optar pelo suicídio.
Houve momentos em minha vida que julguei os suicidas como covardes que não tinha a  coragem de enfrentar as vicissitudes da vida e, portanto não mereciam nenhuma solidariedade ou misericórdia. Eu era um crente e acreditava que só Deus poderia tirar a vida, pois ela emanava dele. Hoje, um ateu convicto defendo o direito individual a vida e que cabe ao indivíduo decidir viver ou morrer, mas só depois dessa minha pequena experiência cirúrgica eu tive essa compreensão com compaixão.